A Hanseníase é uma doença infecciosa causada por um bacilo, o Mycobacterium leprae, e transmitida através  das vias aéreas superiores, tendo um período de incubação prolongado, em média de dois a cinco anos. Hoje, é uma doença, curável, mas que pode levar a sérias deformidades se não for tratada.

A última semana do mês de janeiro foi escolhida como a Semana Mundial de Combate a Hanseníase, seguindo-se ao Dia Mundial de Combate a Hanseníase (último domingo do mês de janeiro, 25) e estendendo-se até o dia 31.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Fluminense (SBD-Regional Fluminense) vem, nesta ocasião, alertar às pessoas que apresentem lesões cutâneas suspeitas, sobre a necessidade de procurar um dermatologista para a realização de exame clínico e exames complementares, se necessário. Estas lesões podem ser manchas brancas ou vermelhas na pele, com alterações da sensibilidade (geralmente não doem nem coçam). Uma vez realizado o diagnóstico, o tratamento deve ser logo iniciado. Os medicamentos são fornecidos gratuitamente pelo SUS (Sistema único de Saúde) e  permitem a cura da doença e a prevenção de complicações, evitando assim que ocorram deformidades, as quais costumam prejudicar a função motora, particularmente das mãos e pés.

Uma boa atenção a saúde, principalmente na rede básica, com foco na detecção precoce da doença e exame daqueles que convivem com as pessoas acometidas  é considerada de fundamental importância para a queda nos indicadores da doença.

Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde o número de casos novos de hanseníase no Brasil caiu 23% entre 2003 e 2007, passando de 51.941  notificações para 40.126. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, são consideradas de maior ocorrência da Doença no Brasil

No Estado do Rio de Janeiro, segundo dados da Secretaria de Saúde, os coeficientes de detecção e prevalência vêem caindo gradativamente com a ocorrência de 13,1 casos novos para cada 100.000 habitantes em 2007.

Em Niterói, a meta estabelecida pelo MS de ocorrência de menos de 1 caso de hanseníase para  cada 10.000 habitantes foi atingida em 2005, fato este que pode ser atribuído, em boa parte, ao acesso da população ao sistema de saúde do município e ação dos profissionais do programa médico de família, especialmente treinados para detecção precoce da doença e exame dos comunicantes.
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Para saber mais, leia a entrevista com a
Dra. Sandra Durães clicando
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Leia mais informações no site do Ministerio da Saúde clicando aqui




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